DOMÍNIO PÚBLICO (SP)

DOMÍNIO PÚBLICO (SP)

DOMÍNIO PÚBLICO (SP)

Espetáculo que reúne artistas que foram centro de polêmicas sobre liberdade de expressão, censura e os limites da arte em 2017. Wagner Schwartz, em sua performance ‘La Bête’, oferece seu corpo nu para ser movimentado pelo público. Em uma apresentação no Museu de Arte Moderna de São Paulo, o performer foi tocado por uma criança, acompanhada de sua mãe. Um recorte em vídeo deste momento foi manipulado por grupos conservadores e viralizou nas redes sociais, atribuindo ao artista o título de “pedófilo”. Elisabete Finger, coreógrafa e mãe da criança, sofreu uma avalanche de acusações e ameaças em meio a inquéritos policiais e interrogatórios. Maikon K, em sua performance ‘DNA de DAN’, em frente ao Museu Nacional da República, em Brasília, teve seu cenário danificado e foi detido pela polícia militar sob a acusação de ato obsceno por estar nu dentro de uma bolha. Renata Carvalho, atriz, teve sua peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” censurada e foi impedida de se apresentar por ser travesti e interpretar Jesus Cristo no teatro. Em “Domínio Público”, os quatro se juntam para uma reflexão sobre a forma como a arte pode ser utilizada em diferentes narrativas, tendo como ponto de partida uma obra de arte clássica. 

 

Grupo: NÚCLEO CORPO RASTREADO

Currículo do grupo: após a sua formação em letras, WAGNER SCHWARTZ (Volta Redonda, Rio de Janeiro, 1972) participa de grupos de pesquisa e experimentação coreográfica na América do Sul e na Europa. Autor de nove criações desde 2003, recebeu, entre outros, o prêmio APCA 2012 de “Melhor projeto artístico” por Piranha, e foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança em 2000, 2003, 2009 e 2014. Seus projetos são citados em publicações como O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade, de Jussara Sobreira Setenta, 2008, ou Am Rand der Körper: Inventuren des Unabgeschlossenen imzeitgenössischen Tanz (À borda do corpo: inventários da dança contemporânea inacabada), de Susanne Foellmer, 2009. Foi curador da 10ª Bienal Sesc de Dança, colaborador internacional do Festival Contemporâneo de Dança, em São Paulo, e artista residente do Festival de Teatro de Curitiba. Trabalhou como intérprete para o coreógrafo Rachid Ouramdane, para o diretor de teatro Yves-Noël Genod e para o artista Pierre Droulers. Recentemente colaborou com os cineastas Judith Cahen e Masayasu Eguchi. Vive e trabalha em São Paulo e Paris. ELISABETE FINGER é performer e coreógrafa. Desenvolve trabalhos que perseguem uma ‘lógica de sensações’ e se ocupam de um erotismo da matéria: um corpo-matéria que se funde, colide, atravessa outras matérias. Foi artista residente na Casa Hoffmann (Curitiba, 2004), fez parte da Formação Essais no Centre National de Danse Contemporaine d’Angers (França, 2005-2006), e do Programa SODA – Solo/Dance/Authorship, mestrado em dança pela HZT/UdK (Berlim – Alemanha, 2010-2011). Foi co-fundadora e integrante do Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial (2005-2012). Tem apresentado seu trabalho em diferentes contextos (dança, performance, artes visuais), em diversos festivais e mostras no Brasil e em outros países, com apoio de instituições brasileiras e europeias como: Itaú Cultural, Festival Panorama, FUNARTE, Ministério da Cultura, Instituto Goethe, PACT Zollverein, Fabrik Potsdam, Uferstudios (DE), Weld (SE) entre outras. Desde 2013 desenvolve o projeto “Discoreografia – Música, Dança e Blá, Blá, Blá” – programas em áudio e vídeo, que tratam das relações possíveis entre música, movimento e processos criativos em artes do corpo (realizado pelo Ministério da Cultura e Instituto Itaú Cultural). Mora em São Paulo. MAIKON K vive na cidade de Curitiba, Brasil. Ele começou a estudar Artes Dramáticas e sua formação acadêmica abrange vários campos do conhecimento: ele tem uma licenciatura em Ciências Sociais (ênfase em Antropologia do Teatro), e nos últimos quinze anos pesquisou meios para alterar a consciência através de práticas corporais e rituais ancestrais. O foco central de seu trabalho é o corpo e sua capacidade de mudar percepções, influenciadas por uma perspectiva xamânica em que o performer se desdobra em várias realidades diferentes através de técnicas corporais específicas, usando música, som não verbal, dança, sinais visuais e atividades ritualizadas. Seus interesses são estados de consciência, humor negro, relação sagrado-profana, sexualidade, intensidades, grotesco, provocar rituais, testar sensibilidades. RENATA CARVALHO é atriz, diretora, produtora e maquiadora. É fundadora do “Movimento Nacional de Artistas Trans” com o manifesto “Representatividade Trans Já” e do “Coletivo T”. Atualmente está em cartaz com o monólogo “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu” texto de Jo Clifford. Natural de Santos iniciou sua carreira 1996. É agente de prevenção voluntária desde 2007 pela secretaria municipal de saúde de Santos, trabalhando especificamente com travestis e mulheres trans em prostituição. Em 2012 estreou o solo “Dentro de mim mora outra”, onde contava sua vida e travestilidade. Fundou e dirigiu um grupo de teatro na cidade de Santos de 2002 a 2012. De 2009 a 2011 deu aula de maquiagem teatral no Senac Santos no curso: Formação de ator. Na produção de 2001 a 2008 do Festa (Festival Santista de Teatro).Em 2001 foi jurada no Mapa Cultural fase municipal da cidade de São Vicente. NÚCLEO CORPO RASTREADO – Criado em dezembro de 2005, o Núcleo Corpo Rastreado é formado por produtores, artistas, técnicos que planejam, implementam e oferecem suporte para projetos culturais dentro e fora do Brasil. Visando uma conexão entre produção e processo criativo, atende e orienta artistas em questões tributárias, prestação de contas, acompanha a criação de projetos, mídias sociais e sites.

 

FICHA TÉCNICA:

Criação, texto e performance: Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho, Wagner Schwartz
Colaboração artística: Ana Teixeira
Figurino: Karlla Girotto
Assistente de figurino: Flávia Lobo
Maquiagem: Felipe Ramirez
Iluminação e direção técnica: Diego Gonçalves
Técnica: Juliana Augusta

Produção e realização: Núcleo Corpo Rastreado – Gabi Gonçalves e Thaís Venitt
Coprodução: Festival de Teatro de Curitiba
Fotos: Caroline Moraes
Apoio: Casa Líquida, Egrey, Fernanda Yamamoto

Serviço

Data | Horário | Local:

24/8, 21h, Auditório do Museu

25/8, 21h, Auditório do Museu

Ingressos:

R$20 (inteira), R$ 10 (meia)

Como comprar ingressos?

Classificação Indicativa:

LIVRE

Duração do evento:

60 minutos